Calandragem de peças cilíndricas

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O processo de calandragem de peças cilíndricas é largamente utilizado nas indústrias metalúrgicas, sendo basicamente um processo simples, porém alguns cuidados tornam-se necessários para um melhor resultado final.

Tipo de Calandra

1. Calandras de 3 rolos (2 fixos e 1 móvel) são as mais comuns e apresentam grande robustez, entretanto a geometria fixa dos rolos impõem um problema clássico que é a “porção inicial sem curvatura”, pois o processo de calandragem efetivamente inicia-se somente quando a chapa estiver apoiada sobre os 2 rolos inferiores, fazendo com que a porção inicial (medida x na figura 1) fique sem curvatura.

Figura 1 – porção inicial sem curvatura – comprimento “x”

Para resolver este problema são usuais 2 métodos:

a) Inclusão de um sobremetal de largura x (equivalente a metade da distância entre os dois rolos fixos). Este material adicionado não necessariamente precisa fazer parte da planificação básica, podendo ser adicionado por soldagem e posterior remoção. O software de planificação CALDsoft6 não prevê no desenho da planificação este adicional, cabendo ao usuário a inclusão deste “sobremetal” conforme distância entre rolos do equipamento e pratica usual na empresa.

b) Dobramento da curvatura inicial em dobradeira ou prensa evitando assim o uso de material adicional. Em chapas finas e com pouca necessidade de um acabamento superficial aprimorado, é usual a conformação da curvatura inicial através de martelamento sobre os próprios rolos da calandra.

Figura 2 – Curvatura inicial executada em dobradeira
Figura 3 – Conferência do raio na região inicial de dobramento

2. Calandras de 3 rolos (1 fixo e 2 móveis) são mais sofisticadas e apresentam grande flexibilidade evitando o problema da “porção inicial sem curvatura”, pois a característica móvel do um dos rolos inferiores executa a conformação inicial.

Figura 4 – Conformação inicial com o uso da mobilidade do rolo inferior

3. Calandras CNC são sofisticadas e apresentam grande flexibilidade para execução de peças com raios não constantes ou trechos retos. Este tipo de equipamento normalmente é destinado a fabricação de peças leves ou de pequena espessura.

Figura 5 – peças que podem ser executadas em calandra CNC com facilidade

Calandragem de cones

O processo de calandrar cones requer alguns cuidados especiais, pois a característica assimétrica da peça no sentido do eixo de revolução promove um esforço e deslocamento na direção axial dos rolos, muitas vezes podendo danificar o suporte de mancais da calandra.

Um aspecto quase óbvio que precisa ser verificado: é se o diâmetro menor do cone é ainda maior que o diâmetro do rolo superior da calandra.

Figura 6– Calandragem de cones

Com o uso do CALDsoft6 para o cálculo e fabricação de cones, principalmente os com subdivisões axiais e radiais, é possível utilizar as cordas espaciais (cordas 3D) para identificar se o segmento de cone já se encontra com os raios de projeto ou se ainda são necessários mais passes de conformação. Para auxiliar no processo de fabricação dos cones o CALDsoft6 apresenta na impressão da planificação a distância entre cantos no processo de calandragem.

Figura 7– Uso do CALDsoft6 auxiliando na fabricação de cones calandrados

 

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